Saúde e desenvolvimento local: Análise dos progressos em relação aos objetivos do milênio relacionados à saúde nas cidades brasileiras que desenvolvem agendas sociais

Início: 01-07-2007
Término
01-07-2009

Com o propósito de melhorar a qualidade de vida e saúde da população, nos últimos anos surgiram várias agendas de desenvolvimento local, entre elas: Agenda 21, adotada pelo Ministério do Meio Ambiente; Cidades/Municípios Saudáveis, incentivada pela Organização Pan-Americana de Saúde e DLIS, Desenvolvimento Local Integrado Sustentável, apoiada pelo governo federal até 2002. A Organização das Nações Unidas com o objetivo de incentivar o desenvolvimento de nações, estados e municípios, pactuou com alguns países, entre eles o Brasil, os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM).

Nossos propositos

O objetivo deste projeto foi identificar o quanto as agendas sociais, Cidades Saudáveis, Agenda 21 e DLIS impactaram as condições de vida e saúde da população de municípios nas cinco regiões do país.

Lições Aprendidas

Esta pesquisa avaliativa foi realizada com métodos mistos – qualitativos e quantitativos - através de mapeamento das agendas sociais; estudo retrospectivo, comparativo – caso - controle - do tipo coorte, com dados secundários de várias fontes; e estudos de caso, de caráter qualitativo, de municípios de diferentes portes populacionais, com agenda e com melhores resultados em relação aos ODM. Foram identificados 105 municípios desenvolvendo pelo menos uma das agendas sociais estudadas. Foi construída uma grade de 29 indicadores para acompanhar os ODM. Os testes estatísticos realizados demonstraram não haver, passados três anos da implantação das agendas, relação significativa entre sua existência e comportamento dos indicadores de ODM. Os resultados demonstraram que a Agenda 21 e Cidades Saudáveis apresentaram diferentes configurações em relação ao processo de diagnóstico e de envolvimento com o poder público local, bem como diferenças no que diz respeito à sustentabilidade. Em alguns casos, tornou-se um modelo inovador de gestão, incentivador da governança local. A participação da sociedade civil nos processos diagnósticos e de planejamento foi o princípio mais frequentemente identificado nos casos estudados, o que sugere efeitos no empoderamento da população local, indicando que essas agendas sociais locais, de iniciativa federal, têm colaborado na melhoria das condições de vida das populações.

Instituição financiadora

Conselho Nacional do Desenvolvimento científico e tecnológico (CNPq)

Parcerias institucionais